Só quero saber do que pode dar certo!


Quinta-feira , 28 de Outubro


Gatos, cachorra e a gente!


No futuro,os alérgicos poderão, enfim, ter seus gatos!
Um futuro próximo,diga-se. Uma empresa americana garante que dentro de 3 anos a interferência no DNA dos bichanos os tornará inofensivos.
Outra notícia sobre bichos de estimação: um parlamentar gaúcho apresentou projeto de Lei que proíbe os proprietários de batizar seus animais com nomes de pessoas.
O deputado pensou em tudo: zoológicos terão placas com avisos e clínicas de veterinária só venderão gatos, cachorros, hamsters depois de informarem a proibição.
Sendo assim,ditadores,atores,ex-maridos e demais celebridades ficariam livres do constrangimento de terem seus nomes gravados na coleira de um poodle qualquer.
Se a Lei já  estivesse valendo, o galo de briga de Duda Mendonça não poderia se chamar Sadam.
George Bush seria apenas o presidente atrapalhado que tenta a reeleição e não o cachorro do vizinho (que,aliás,desenvolveu uma amizade suspeita, com um colega chamado Schwaznegger).
Se eu tivesse um animal ( aviso logo que estou pensando nisso!) , o deputado poderia ficar despreocupado. Não serei eu a atrapalhar projeto de tamanha relevância para a vida do país!!!!
Por que dar o nome de alguém "do mal" a um pobre gatinho?
Até reconheço que seria engraçado ver uma cachorra, estilo emergente, com pêlo pós-relax pós-henna e que atenderia pelo nome de ....... ah, deixa prá lá (rs). Mas é um prazer esquisito esse,não?
Se o que se busca num bicho de estimação é companheirismo e fidelidade, o nome dele precisa ser bem escolhido.
E, do jeito que caminha a humanidade, talvez seja melhor criar um nome a utilizar algum existente. Um nome que não pertence a ninguém já é o primeiro passo para não ter decepção com o nosso futuro amiguinho!
Então, fica combinado que o gatinho terá um nome para chamar de seu e, segundo a biotecnologia,  será perfeito porque virá sem espirros,sem olhos vermelhos e inchados.
Um gato que não provoca olhos vermelhos! 
Papai noel, eu me comportei bem em 2004. Acho que mereço um! 

Escrito por cinthia lages às 9:08:48 PM
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A vida é curta demais para ser pequena ...

O Brasil inteiro está chocado com a morte do jogador Serginho, ocorrida após ataque cardíaco, durante uma partida de futebo, ontem à noite.
Trinta anos, ele tinha.
Fiquei acompanhando o suspense gerado entre a saída do campo e o boletim médico com a confirma~ção do falecimento.
Fixei meu interesse no locutor da Globo que, mesmo mantendo sua imparcialidade, chamava a atenção para a recusa do juiz em parar o jogo.
O sistema de som do Morumbi informava a morte; o placar eletrônico rendia homenagens ao atleta. Mesmo assim, o árbitro avisou que só interromperia a partida se recebesse "por escrito" a informação de que o jogador havia morrido.
Mundo estranho e absurdo.
Existem momentos em que os donos das regras não aceitam que elas sejam quebradas.
Como se fosse possível parar o tempo e os acontecimentos para comunicar que eles vão acontecer...
Fiquei imaginando a tristeza dos colegas do jogador, tendo que prosseguir naquele jogo, àquela altura, absolutamente sem sentido.
Pensei na nossa incapacidade de mover-se fora dos passos que estão determinados para nós.
E na arrogância de acreditar que somos senhores de nossas vidas!

Escrito por cinthia lages às 12:22:03 PM
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Quarta-feira , 27 de Outubro


E não é que Freud explica mesmo?


Hoje me dei conta que faltam sonhos na minha mente!
Sonhos, no sentido literal. Do tipo que os psicanalistas gostam de interpretar.
Bem que me esforcei para lembrar da última vez...mas nada: tudo vazio.
Quer dizer, vazio vazio não, porque me recordo que ando tendo pesadelos.
Para mim,pesadelos combinavam com a escuridão da noite. Mas comigo, observo que eles aparecem pela manhã, que é quando consigo pegar no sono.
Se eu não sonho, então devo ser um caso perdido. O melhor é que não sou.
Descobrí( e que os especialistas me perdoem a ignorância!) que pesadelos dizem mais do que a nossa memória pode alcançar.
Sabe o que eles significam? Uma tortura mental. Uma forma de reação. "Um alerta para atitudes  que precisam ser tomadas para que a pessoa resgate o prazer pessoal e social". Nosso cérebro não é a perfeição?
Imagina, criar um mecanismo que invade o repouso para nos azucrinar de modo tão convincente a respeito de algo que não conseguimos fazer enquanto estamos acordados? Lembram das plaquinhas"eu quero a minha caloi?". Não adianta fingir que não viu porque ela vai aparecer mesmo assim.
Então, acho que meu processo de auto-medicação me leva a acreditar que só voltarei a sonhar quando recuperar as forças.Quando estiver de pé.Quando obviamente serei corajosa o bastante para fazer o que, tanto os pesadelos, quanto os anjos (que espero, não tenham desistido de me proteger) e eu mesma, já sabemos.
Garanto que ganhei um impulso porque não existe nada melhor do que deitar e saber que esta será uma noite de bons sonhos.
Mesmo que de manhã eles já tenham partido. Ainda assim, sonhar é preciso!
Nem que o mundo veja em preto e branco o que enxergamos arco-íris, sonhar é preciso!
E se não houver nada no final da ponte, a  gente recomeça a busca pelo nosso pote de ouro. Se precisar repetir o trajeto, que se repita.
Mas para quem sonha, a estrada pode até ser uma velha conhecida, mas o caminho.....jamais será o mesmo!

Escrito por cinthia lages às 9:58:21 PM
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Nem só de cópias vive o jornalismo brasileiro!

Elio Gaspari é leitura obrigatória. E hoje mais do que nunca. Principalmente para nós, jornalistas. Sua coluna publicada nesta quarta-feira,27 ( "Esculacharam Duda Mendonça) faz uma análise correta do episódio envolvendo o publicitário.

"A linha que separa a divulgação da ação policial e o esculacho do cidadão pode ser tênue, mas quem a ultrapassa percebe o que faz. O andar de cima não vê nada de estranho quando um negro de comunidade pobre é obrigado a entrar agachado num fundo de viatura policial. Afinal, o esculacho do andar de baixo faz parte da rotina policial brasileira. É lastimável que se reclame do esculacho de Duda (como está acontecendo neste artigo), quando se convive com misérias muito piores. Se o que aconteceu a Duda servir para evitar que um negro pobre seja esculachado, os galos do Privê terão prestado um serviço aos bípedes de Pindorama", escreve Elio.
Jornalismo com responsabilidade é o maior serviço que se pode prestar aos leitores e telespectadores. Que bom que existem Elios no Brasil. E Luíz Nassif, Paulo Henrique Amorim, Clóvis Rossi, Lilian WhitFibbe. Num mundo em que a notícia é cada vez mais difícil de ser identificada e que a ética parece um conceito tão distante da realidade, ler o que essas pessoas escrevem é uma tranquilidade. Ao menos saberemos que eles pensam e não apenas reproduzem o que leram o colega escrever.

" Astúcias políticas, exibicionismos, vaidades e voracidades profissionais são parte da vida, mas a destruição de uma personalidade pública por conta de uma briga de galo é coisa de rinha". Para ler toda a coluna de Elio Gaspari, acesse o site:http://www.oglobo.globo.com/jornal/colunas/gaspari.asp

Escrito por cinthia lages às 11:27:40 AM
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Pedaços do que somos!



"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."( Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago)


Os prognósticos indicam que nativos do signo de câncer são seres que têm mania de juntar coisas
Objetos que, ao longo da vida, vão montando nossa história.
Se os astros explicam, o jeito é se conformar!
Passo os olhos à minha volta e descubro mais: esses tais objetos precisam me dizer algo.
Só assim, eles conquistam o seu lugar perto de mim. Na montagem feita por uma amiga, estão peças da minha etapa brasiliense. Foram adquiridas em lugares por onde passei nos últimos dois anos. O lampião que protege a porta é  de Maceió, o espelho com a pintura de camponesas peruanas foi comprado no Rio, a foto do porta-retrato foi tirada em Gramado, a placa com a palavra "Amor" trouxe de Teresina ( e podia ser diferente?), o quadro foi feito de um tecido que reproduz Picasso...que eu comprei em Piripiri. A frase do Raul Seixas é da Feira da Torre, aqui de Brasília. O porta-CD veio numa revista. E o gatinho, ganhei de um amigo que foi à Cuba.
Tantos destinos ajudaram os dias e noites morando sozinha. E a cada nova peça, eu me sentia mais adaptada à cidade.
Uma vez, o Fábio (Novo) veio me visitar. Olhou o apartamento e deu um parecer: você não volta mais para Teresina.
Tanta coisa mudou no meu coração, tantos fatos inesperados, e hoje, esses objetos parecem não fazer mais parte de um mesmo espaço
É como se eles estivessem retornando às suas origens, deixando paredes vazias.
Pouca coisa ainda faz sentido. Na cama, na sala, na varanda.
Sou como o quadro, a rosa, o cartão. Sou produto de experiências mas não posso ser apenas pedaços porque não se pode viver pela metade. Uma parte aqui, outra alí. Não quero ser uma ilha. Quero continuidade geográfica e coerência.
Hoje eu preciso saber porque vou dormir. E amanhã, porque vou levantar. Sei que a resposta não está no relógio.
Passam os objetos, passam as viagens, passam até as vitórias. Ficamos melhores e mais fortes.

Escrito por cinthia lages às 11:06:28 PM
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Terça-feira , 26 de Outubro


Adriane Galisteu e o resto da TV aberta

Bem feito.
A Galisteu estava agora a pouco no Programa da Hebe.
Levou o namorado Roger e disse que não sabia o que era impedimento.
Falou a rainha do óbvio!
Para fazer jus,nada melhor que o jargão:ninguém merece!
Zap no controle remoto.
Vou parar num programa sobre Cinema baiano.
O cineasta disse que 10 minutos de entrevista não dariam para ele explicar o filme dele.
E eu garanto que eu não vou assistir, quando tiver pronto!
Outro canal
Luciana Gimenez entrevista Clovis Bornay que usava uma faixa.
Se as misses sempre usam uma porque ele não pode ? Bornay repetiu pela enésima vez que usa sapato alto
Programa do Tom Cavancanti. Entrevistado do dia:Kleber Bam-Bam.Quem???
Miriam Rios (lembram dela?) conta passagens bíblicas num canal religioso.
Em outro, anúncio da sessão de descarrego. O programa pergunta:"você está sendo vítima de um feitiço"? Ah, e antes que eu esqueça, o nome da atração é SOS espiritual.
Doutor, por que será que eu não consigo dormir?

Escrito por cinthia lages às 11:10:57 PM
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Segunda-feira , 25 de Outubro


Chove Chuva


Ainda bem que existe o Cinema para fazer da realidade, uma ficção.
Veja o exemplo da chuva.
Não existe melancolia maior do que a registrada na imagem da água caindo do céu.
No final desta tarde, o tempo fechou por aqui.
Cidade aberta,sem prédios altos, Brasília nos expõe as coisas do alto.Parecem mais próximas do que são.
Nuvens negras,trovões e relâmpagos. A chuva quando cai, cai para valer.
Tudo fica um caos.E como acontece nessas horas, o aconchego do lar é a melhor pedida.
Uma manifestação tão bela da natureza, por que a chuva nos remete à situações de tristeza e nostalgia?
Talvez porque chuva traga de volta cenas da infância, quando a vida parecia fazer tão mais sentido...
Ou talvez porque nos afasta do contato com as outras pessoas. E traz frio.E medo.
Aí entra o Cinema e suas cenas ma-ra-vi-lho-sas!
Como este beijo do Homem-Aranha que considero uma das mais belas cenas de amor de todos os tempos.
E eu nem lembrava que eles estavam na chuva....
É por isso que estão aqui.Para saudar a chuva e esquecer a tristeza.
E porque a gente sempre pode ser melhor depois da tempestade!

Escrito por cinthia lages às 10:54:08 PM
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Coisas de Brasília


"Tem coisas que só acontecem no Piauí", costumamos dizer, diante de situações curiosas ou até embaraçosas envolvendo o estado.
Lamento dizer que Brasília também tem suas esquisitices.
Vamos começar pela preferência culinária do povo.
Consome-se tanta pamonha de milho por aqui, que lançaram um disque-pamonha,com serviço de entrega em domicílio.
Sei lá, pelo menos em Teresina a gente pede pizza...
Os estacionamentos dos prédios residenciais, se não forem subterrâneos, são públicos. Ou seja:não existem vagas específicas para os moradores.
É Lei e ninguém reclama!
E tem o trânsito: Se for entrar à esquerda, procure a primeira e não a segunda pista,como se aprende nas aulas da auto-escola.
Festa junina acontece durante dois meses. Por isso, se criou a expressão festa julina.
E as diferenças não param:caipirinha é servida em copo de uísque (aqueles gordinhos) e pode custar até R$ 12(eu juro que é verdade!!)
A boate toca forró.
Bicicleta é apelidada de camelo.
E tem as mais conhecidas: rua não tem nome, a cidade não tem esquina e nem bairros.
De manhã faz calor, à tarde faz frio e chova, às noite a temperatura sobe novamente.Dentro de dois meses, essas regras mudam totalmente.
Vai ver são as peculiaridades de Brasília que fazem daqui um lugar tão especial.
Mas sem pamonha,por favor!

Escrito por cinthia lages às 6:50:34 PM
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A audiência dos blogs

Jamais imaginei que um blog pudesse ter tanta repercussão!
Nunca pensei que meus textos despertariam tamanho interesse
Principalmente porque eles contam uma história banal, que acontece todos os dias.
Aconteceu comigo,pode acontecer com você que está lendo isso agora.
A pergunta é: textos postados num diário eletrônico podem transcender a mídia eletrônica?Virar notícia?
Resposta :blog não é exatamente um lugar para se contar segredos. Todo blogueiro sabe exatamente o risco que está correndo aos expor suas idéias, sua rotina.Sendo jornalista, então, sabe mais do que ninguém que não tem direito de reclamar por suas histórias irem mais longe do que deveriam.Só quem não conhece a Internet e Teresina pode se dar ao luxo de tal ingenuidade.
Melhor é relaxar e esperar o debate passar.E ele vai passar porque vão aparecer outras histórias mais interessantes, com personagens mais interessantes.
Aos que passam por aqui e entendem a minha mensagem, obrigada pelos comentários de apoio.
Aos que passam e deixam recados amargos com pseudônimos, recomendo que cuidemda mente - como eu tenho feito.
Aos que apenas lêem de gostam de debater, obrigada pelo interesse na minha pessoa. E boa diversão!

Escrito por cinthia lages às 6:07:17 PM
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Tenho pouco a dizer!

Recebí e-mails sobre o post da "anônima" e a resposta que escreví para ela.
As pessoas preferiram a privacidade para tocar na questão que, reconheço,é delicada.
Durante muito tempo,tive minha vida exposta em situações que não foram escolhidas por mim. Problemas que não eram meus tornaram-se pesos que eu precisava carregar. E sozinha.
Não costumo me arrepender do que faço e a regra se aplica também a esse período da minha vida.
Agora, entretanto, decidí que toda e qualquer exposição da minha pessoa será provocada por mim. Estarei envolvida apenas se assim o desejar.
Isso inclui o blog e tudo que escrevo aqui.Os sentimentos são meus, as dores são minhas e faço deles o que considero melhor para mim.
Se estiver errada, procurarei corrigir meus erros.
Já os erros dos outros não podem e nem devem ser motivo de preocupação para a gente.Dito assim,pode até parecer egoísmo. Eu prefiro chamar de amor próprio.
O companheirismo,quando existe,não pede que tomemos o lugar do outro nas consequências do que ele faz.
Se bem me lembro, ser companheiro de alguém pressupõe uma relação de amizade,amor,respeito e lealdade.
Vou seguir com essa postura, que resgata quem eu sou de verdade.
Os comentários continuarão abertos, o que significa que as visitas - mesmo as "anônimas" estão liberadas.
Da minha parte,procurarei responder sem ocultar o que acho que precisa ser dito.É só perguntar!

Escrito por cinthia lages às 11:00:48 PM
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Domingo , 24 de Outubro


Peraí, somos tão idiotas assim?

É inacreditável!
A chamada do novo programa da Adriane Galisteu diz que ela é "loira mas é inteligente".
Quando vejo algo assim na TV fico imaginando que tipo de público nós temos no Brasil.
Evolução  zero é o que prega o SBT.
Felizmente, existe vida inteligente na mídia. Vocês já viram a nova campanha da Unilever que estreou na TV e nas revistas desta semana?
São mulheres que rejeitam o estereótipo de beleza, como o caso de Simone que mostra uma cicatriz na barriga, resultado de uma cirurgia que lhe salvou a vida quando nasceu.
A campanha é resultado de uma ampla pesquisa que mostra que as mulheres andam insatisfeitas com os conceitos estabelecidos pela publicidade.
Para conhecer, é só clicar no site http://www.campanhapelarealbeleza.com.br

Escrito por cinthia lages às 6:55:13 PM
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Minha vida sem mim

3:53.É hora de reconhecer que tenho problemas com o sono.
Dormí,acordei novamente e nesses intervalos assistí a um filme que recomendo.Chama-se "Minha Vida sem Mim"
Se eu contar a estória,vocês vão pensar que a insônia é motivada pelas fitas que trago para casa. Pode ser!
Não dormir é a pior coisa que se pode fazer ao organismo.O dia depois da insônia é algo que não desejo a ninguém.
O certo é que tem acontecido com frequência.Quase sempre, quando estou em Brasília.
Morar sozinha tem seus encantos. Mas só no começo, quando parece que você está de férias da sua vida anterior.
Durante o dia, o trabalho ocupa todas as  horas. Mas chegar traz a obrigatoriedade de estar em contato com a noite,a escuridão,o silêncio.E  com o pior de tudo:os pensamentos.
Perde-se o controle sobre eles quando se está sozinha.
Talvez a luta contra o que você não quer lembrar seja o impedimento para conseguir relaxar.
Numa escala de 1 a 10, a possibilidade de conseguir dormir este resto de madrugada é zero.
Sei disso porque já recorrí a todas as técnicas, incluindo o chá, que(quase) sempre funciona.
E porque ele não funciona, ficam liberadas outras alternativas, desta feita, perigosas : chocolates Kopenhagen com calda de damasco,por exemplo!
Não dormir também tem outra desvantagem:as conclusões que você tira nesta fase são radicais.
O celular, aqui tão perto, é como uma tentação para o desabafo que não foi feito.Aquele em que você vai dizer que sente muito mas que não consegue superar. Pior que isso, não consegue sobreviver porque ele deixou de te amar.
Palavras que não foram ditas parecem que se multiplicam dentro da gente. Sentimentos não revelados em nome da razão podem sufocar.
Tanto drama por causa de uma noite sem sono. Para o bem dos amigos que aparecem no blog, além de não relaxar, a gente também não consegue escrever (muito).
E a coerência é zero!
Amanhã - ou daqui a pouco - vou ler isto e lembrar de não ligar o computador na próxima insônia.

Escrito por cinthia lages às 4:10:20 AM
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