Só quero saber do que pode dar certo!


Sexta-feira , 03 de Junho


Desconstruir é real e dolorido

Destruir e desconstruir. Parecem a mesma coisa. Mas não o são!
Destruir é acabar, por fim, encerrar. Uma história, uma pessoa no coração, um sonho!
Desconstruir é apagar  lembranças e incorporar uma nova imagem na cabeça.
Quase fictícia, já que não somos testemunhas.
Por vezes exagerada, já que não é fruto de uma reprodução, ou amenizada, quando o coração não auportá-la por inteiro.
Fazer um novo retrato de alguém, sobre a tinta que iluminou nossa vida há tantos anos não é tarefa fácil.
E ninguém disse que seria!
Por isso mesmo, é tão natural que momentos de tristeza ainda apareçam no caminho, cada vez mais distante do  passado.
Tristeza não, nostalgia, é, talvez, a palavra que mais se aproxima do meu sentimento. 
Uma saudade que se apaga, assim que surge o novo quadro. E vai embora mais um pedaço da imaginação que eu, tão fantasiosamente como convém aos apaixonados, acreditava ser o pilar de sustentação dos meus dias.
Já não dói como antes porque compreendo que todos somos capazes de errar em nossas escolhas de vida.
Espero poder me perdoar um dia por ter levado tanto tempo para perceber isso!
Sim, eu errei!
Porque não ví o que tantos outros viam. Nem ouví os  conselhos.
Em compensação, entendo que fui premiada com tanto amor.
Um "amor maior que eu", porém insuficiente para mudar o nosso mundo.
Desconstruindo você em minha mente, dia após dia. Um exercício que eu não pedí para fazer. Uma saída para afastar as mágoas.
Meu encontro com a verdade sempre escondida de suas ações, quem diria, está  me levando para o pote de ouro.
E eu, que só conseguia olhar para trás, agora até acredito num amor que, mesmo não sendo maior que eu, seja suficiente para me fazer feliz!

Escrito por cinthia lages às 3:43:41 PM
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Quinta-feira , 02 de Junho


Uma amiga me disse que não suporta ver injustiça.
Eu respondí que o mundo é cheio de injustiças!
Então, ela disse que não aguentava conviver com pessoas que cometessem essas injustiças.
Eu disse que é preciso conviver com elas!
Só agora, escrevendo esse diálogo, é que me deparo com as mudanças pelas quais passei ultimamente.
E confesso que sinto saudades de ser como a minha amiga.
Já houve um tempo em que eu brigava contra o que considerava injusto. E, assim como ela, também não conseguia estar com quem fazia mal aos outros.
Era um tempo em que eu acreditava que minhas ações pudessem mudar o mundo!
Um tempo de tantas certezas.....
Depois, algumas dessas certezas se mostraram tão frágeis que podiam sumir sem deixar vestígios...e pelos motivos mais banais.
Continuo sem saber muito bem quem eu sou, no que acredito e o que busco realmente!
Mas sei que, definitivamente, perdí o romantismo dos ideais que me acompanhavam.
Espero ter força para que eles não sejam substituídos por outros que não sirvam para que eu sinta orgulho.
Porque sempre me vangloriei dos meus ideais. Já os considerei perfeitos.
Se pudesse voltar ao passado? Iria querer estar no exato momento em que os esquecí.
Porque ideais que cultivamos desde a infância devem nos seguir por toda a vida.
E se pudesse ter outra chance, nessa hora exata...não os deixaria sair de mim.
Como espero, minha amiga, que você também consiga conservar os seus, à despeito dos baques que a vida também já lhe aprontou!

Escrito por cinthia lages às 3:51:55 PM
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Domingo , 29 de Maio


A atitude certa vem na hora certa

Contemplar a vida pode ser uma ótima maneira de não viver!
Ao esperar que o círculo se complete, que a justiça se faça ou a chegada do tal "nada como um dia após o outro", estamos, na verdade, fingindo uma vida que não existe.
Nesta fantasia nossa participação se resume à expectativa.
Aprendemos - ou pelo menos a maioria de nós - com a religião que devemos ser bonzinhos aqui para conseguir um lugar no céu, quando morrermos.
Acho que alguns de nós utilizam esses preceitos como uma desculpa para conduzir sua passagem pela terra.
Algo do tipo " quanto maior o sofrimento, melhor será o meu quinhão no paraíso"!
Enquanto isso, a vida - aquela que desconhecemos em sua plenitude - vai nos "premiando" com notícias boas e ruins.
E,de tanto achar que o sacrifício faz parte da nossa trajetória, esquecemos que é aqui mesmo que temos o dever e o direito de lutar pela felicidade.
Admiro as pessoas que conseguem v-i-v-e-r após passarem por tragédias pessoais.
Que superam o fato de terem amado alguém que hoje elas não conhecem mais
E que,algumas vezes, até concluem que foi melhor assim porque agora elas terão chance de conhecerem um amor em mão dupla.
Quem sabe serão verdadeiramente amadas ? Quem sabe entenderão tantos significados do vocabulário do amor que ora desconhecem, ou esqueceram?
É claro que até chegar a esse ponto vão talvez sofrer de novo, se decepcionar de novo e tentar de novo.
Essa é a diferença entre os que v-i-v-e-m e os que estão apenas assistindo a vida passar........ 

Escrito por cinthia lages às 9:22:00 PM
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