Destruir e desconstruir. Parecem a mesma coisa. Mas não o são!
Destruir é acabar, por fim, encerrar. Uma história, uma pessoa no coração, um sonho!
Desconstruir é apagar lembranças e incorporar uma nova imagem na cabeça.
Quase fictícia, já que não somos testemunhas.
Por vezes exagerada, já que não é fruto de uma reprodução, ou amenizada, quando o coração não auportá-la por inteiro.
Fazer um novo retrato de alguém, sobre a tinta que iluminou nossa vida há tantos anos não é tarefa fácil.
E ninguém disse que seria!
Por isso mesmo, é tão natural que momentos de tristeza ainda apareçam no caminho, cada vez mais distante do passado.
Tristeza não, nostalgia, é, talvez, a palavra que mais se aproxima do meu sentimento.
Uma saudade que se apaga, assim que surge o novo quadro. E vai embora mais um pedaço da imaginação que eu, tão fantasiosamente como convém aos apaixonados, acreditava ser o pilar de sustentação dos meus dias.
Já não dói como antes porque compreendo que todos somos capazes de errar em nossas escolhas de vida.
Espero poder me perdoar um dia por ter levado tanto tempo para perceber isso!
Sim, eu errei!
Porque não ví o que tantos outros viam. Nem ouví os conselhos.
Em compensação, entendo que fui premiada com tanto amor.
Um "amor maior que eu", porém insuficiente para mudar o nosso mundo.
Desconstruindo você em minha mente, dia após dia. Um exercício que eu não pedí para fazer. Uma saída para afastar as mágoas.
Meu encontro com a verdade sempre escondida de suas ações, quem diria, está me levando para o pote de ouro.
E eu, que só conseguia olhar para trás, agora até acredito num amor que, mesmo não sendo maior que eu, seja suficiente para me fazer feliz!

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